libertadores1983

Campeão da América


DIRETORIA E COMISSÃO TÉCNICA

Presidente
: Fábio André Koff
Vice de futebol: Alberto Galia
Diretores: Túlio Macedo e Rudy Armin Petry
Supervisor: Antônio Carlos Verardi
Preparador físico: Ithon Fritzen
Médico: Dirceu Colla


A Taça

Revistas e Jornais

Final – Grêmio 2 x 1 Peñarol

Final – 2°jogo – 28 de julho de 1983

 


Jogos para Sempre – Goldogremio.blogspot.com

http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf

GRÊMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio (César) e Tarciso.
Técnico: Valdir Espinosa


PEÑAROL: G.Fernández, W.Olivera, Gutiérrez, Montelongo, Diogo, Bossio, Silva, Saralegui, Morena, Zalazar, V.Ramos.
Técnico: Hugo Bagnulo

Data: 28 de julho de 1983, quinta-feira
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre
Juiz: Edison Perez (Peru)

Público: 73.093 pessoas
Renda: Cr$ 110.551.500
Cartões Amarelos: Paulo Roberto, Tita, Renato (G). Oliveira, Saralégui e Morena (P)
Cartão Vermelho: Renato (G) e Ramos (P) aos 42min do 2° tempo
Gols: Caio aos 10 do 1º; Morena aos 25 e César aos 31 do 2º tempo

Final – Penãrol 1 x 1 Grêmio

Final – 1°jogo – 22 de julho de 1983


 

Penãrol 1 x 1 Grêmio

PENAROL: Fernandes; Montelongo, Olivera, Gutiérrez, Diogo, Bossio, Zalazar, Saralegui, Silva (Villareal), Ramos e Morena
Técnico: Hugo Bagnulo

GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Leandro, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio (César) e Tarciso (Tonho).
Técnico: Valdir Espinosa

Data: 22 de julho de 1983
Local: Estádio Centenário (URU)
Público: 70.000 pessoas

Árbitro: T. Nitti (Arg)
Gols : Tita e Morena

Classificação final dos triangulares

Grupo 1
– 1° Penãrol – 7 pontos , 3 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 5 gp, 1 gc
– 2° Nacional – 4 pontos , 2 vitórias, 0 empate, 2 derrotas, 8 gp, 6 gc
– 3° Atlético – 1 pontos , 0 vitórias, 1 empate, 3 derrotas, 2 gp, 8 gc

Grupo 2
– 1° Grêmio – 5 pontos , 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 7 gp, 6 gc
– 2° Estudiantes – 4 pontos , 1 vitória, 2 empates, 1 derrotas, 6 gp, 5 gc
– 3° América – 3 pontos , 1 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 2 gp, 4 gc

Semifinais – Estudiantes 3 x 3 Gremio






Texto do site do Gremio:

No dia 08 de julho de 1983, o Grêmio viveu um dos momentos mais dramáticos de sua história. Era uma sexta-feira à noite e o Tricolor enfrentava os argentinos do Estudiantes em busca de uma vaga na decisão da Copa Libertadores. O acanhado estádio de La Plata estava repleto de torcedores fanáticos e raivosos. Além da tradicional rivalidade futebolística entre os dois países, no ar ainda pairava o ressentimento pelo fato dos gaúchos terem permitido o pouso de jatos ingleses na Base Aérea de Canoas quando a Argentina lutava pela posse das Ilhas Malvinas no ano anterior. A raiva canalizada para os jogadores e dirigentes gremistas criou um clima insuportável de tensão desde a chegada do Tricolor ao estádio até o término da partida. Antes mesmo do início do jogo, o árbitro uruguaio Luis de la Rosa apresentou cartão amarelo para o atacante Trobbiani, um fato inusitado

Empurrado pela torcida mas sem nenhuma obediência tática, o time argentino dominou a partida nos minutos iniciais. Passado os primeiros 15 minutos de pressão, o Grêmio começou a fazer prevalecer seu toque de bola e chegou com perigo em contra-ataques puxados por Tarciso.
Aos 30 minutos, o mesmo Trobbiani que havia levado cartão amarelo antes do início da partida agrediu China com um pontapé revidando uma falta feita pelo volante gremista e foi expulso. Raivosos, os jogadores do Estudiantes partiram para a reclamação. Ponce empurrou o árbitro uruguaio e acabou recebendo cartão vermelho.

Com nove em campo, os argentinos abriram o marcador na cobrança de falta: Gurrieri aproveitou falha na defesa gremista e mandou para as redes.Com mais espaço para jogar, o Tricolor chegou ao empate no último minuto da primeira etapa: Osvaldo concluiu dentro da área um passe de Tarciso

A violência dos argentinos continuou até mesmo no intervalo de jogo. Na saída para os vestiários, em um túnel único para as duas equipes, Caio foi covardemente agredido por jogadores e dirigentes do time da casa. Resultado: não conseguiu retornar para a segunda etapa.

O castigo veio logo aos 8 minutos: Cesar, que havia entrado no lugar de Caio, virou o jogo para o Grêmio depois de grande jogada de Renato
Com a vantagem no marcador, o time tratou de tocar a bola com o único objetivo de fugir das divididas mais fortes onde os argentinos nem faziam questão de esconder o desejo de tirar algum jogador gremista da partida na base da violência

Mesmo assim, aproveitando os espaços, o Tricolor ampliou o marcador com Renato, depois de uma grande jogada individual. O gesto de Renato que, depois do gol, mandou a torcida calar a boca, foi o que faltava para que os argentinos enlouquecessem de vez. Três minutos depois do gol de Renato, aos 21, o auxiliar Ramón Barreto foi agredido com uma pedrada na cabeça. Estirado no gramado, coberto de sangue, o auxiliar uruguaio teve que ser atendido pelo médico gremista, Dirceu Colla. Na confusão, Camino recebeu cartão vermelho e deixou o gramado. Mesmo destino de Tevez, expulso 4 minutos depois ao agredir Renato

Mesmo com apenas 7 jogadores em campo e se aproveitando da excessiva cautela dos jogadores gremistas que evitavam as divididas o Estudiantes descontou aos 31 minutos com Gurrieri. Logo depois, o até então corajoso árbitro uruguaio Luis de la Rosa, anulou um gol legítimo marcado por César ao atender o aceno de impedimento do bandeirinha Ramón Barreto. Naquelas circunstâncias de jogo, ninguém reclamou.

Só mesmo quem esteve presente nesta inesquecível passagem de história centenária do Grêmio poderia explicar o que se passou lá. Seja como for, a famosa partida de La Plata pela Copa Libertadores de 1983 foi um dos acontecimentos responsáveis pelo surgimento do estilo guerreiro, sanguíneo com que o Grêmio joga futebol e que, de certa forma, está enraizado dentro do espírito de cada gremista.”
Texto: Márcio Neves da Silva, Assessoria de Comunicação Social

A Batalha de La Plata

A inesquecível Batalha de La Plata mereceia um capítulo todo especial para contar esta trajetória que levou o Grêmio a seu primeiro título sul-americano.
Fatores muito além do futebol estiveram envolvidos na partida decisiva do dia 8 de julho de 2008 na cidade argentina de La Plata.
O país vizinho vivia a realidade da guerra das Malvinas contra a Inglaterra. A inferioridade diante do exército bretão atingia em cheio uma das mais exacerbadas características do povo argentino: o orgulho.
Em meio a tudo isso, surgiu a notícia de que aviões ingleses haviam recebido auxílio do Brasil possibilitando que pousassem na Base Aérea da cidade de Canoas para reabastecimento. A informação, procedente ou não, revoltou os argentinos justo às vésperas do Grêmio desembarcar no país.
Com pouco tempo de descanso após a vitória da quarta-feira contra o América, a delegação optou por mudar o vôo para a capital portenha: ao invés de descer no aeroporto de Ezeiza, na grande Buenos Aires, o grupo preferiu o vôo com escala em Montevidéu e pouso no Aeroparque, quase no centro da cidade. Por incrível que pareça, o Grêmio ganhou duas horas a mais chegando ao hotel por volta das 20h ao invés das 22h como apontava a programação anterior.
Líder do grupo, o Grêmio desembarcou em La Plata com 4 pontos ganhos contra 2 pontos de América e Estudiantes. A vitória garantia o Tricolor na grande decisão da Libertadores. Um empate, por sua vez, deixaria o Grêmio dependente da última partida da fase entre América e Estudiantes, na Colômbia.
As hostilidades começaram antes mesmo do ônibus que levava a delegação estacionar ao lado do acanhado estádio Jorge Luis Hirschi. Várias pedras atingiram o veículo. Jogadores e dirigentes tiveram dificuldades para entrarem no vestiário.
Já no gramado, a pressão e as hostilidades vinham de todas as partes: cânticos racistas contra brasileiros e torcedores atirando pedras.
Antes do início da partida, o árbitro uruguaio Luis de La Rosa (que substituiu Martinez Basan em cima da hora) apresentou cartão amarelo para o atacante Trobbiani. Uma pequena amostra do que ele viria a enfrentar durante os 90 minutos.
Com a bola rolando, o Estudiantes buscava tirar proveito de todos os fatores locais: com uma agressividade descontrolada, distribuíam patadas nos brasileiros e pressionavam a arbitragem.
Aos 32 minutos, China cometeu falta em Trobbiani e foi chutado pelo argentino. O árbitro apresentou cartão vermelho para o atleta do Estudiantes e amarelo para o gremista. Revoltados com a decisão, os jogadores do time dono da casa passaram a empurrar o árbitro até que Ponce também foi expulso.
Mesmo com dois jogadores a menos em campo, foram os argentinos que abriram o marcador justamente na cobrança da falta que originou toda a confusão. Gugnale aproveitou falha da defesa tricolor e chutou forte na saída de Mazarópi. Eram 38 minutos.
Tocando bem a bola no péssimo gramado, o Grêmio chegou ao empate aos 44: Osvaldo, pela esquerda, chutou cruzado de dentro da área. 1 a 1.
A violência dos jogadores argentinos seguiu até mesmo durante o intervalo da partida. No túnel que levava os jogadores aos dois vestiários, o atacante Caio foi agredido com socos e chutes tendo fratura da tíbia. César voltou para o segundo tempo em seu lugar.
E foi o mesmo César que virou o placar para o Grêmio aos 8 minutos. Grêmio 2 a 1.
Logo após o Estudiantes ter mais um jogador expulso, Renato desceu em velocidade pela direita, driblou dois adversários e chutou na saída do goleiro. Grêmio 3 a 1 aos 18 minutos.
Aos 31 minutos, Gurrieri marcou o segundo gol dos argentinos para delírio da torcida.
Completamente descontrolados, os jogadores se atiraram com tudo para frente acuando os gremistas.
Logo depois, o Grêmio chegou ao quarto gol que foi inexplicavelmente anulado por um impedimento inexistente de Osvaldo.
Faltando apenas quatro minutos para o final, Russo conseguiu o que parecia impossível: o gol do empate.
O resultado trouxe de volta um pouco do orgulho argentino e impossibilitou ao Grêmio a classificação para a final de forma antecipada.
Mais do que a vergonha de ceder o empate contra apenas sete jogadores em campo, para o Grêmio restou o consolo de deixar La Plata com vida.
O Tricolor passou a depender de pelo menos um empate do eliminado América de Cali contra este mesmo Estudiantes para garantir vaga na final.
Fábio Koff tratou de trabalhar nos bastidores. (Site do Grêmio)


Depoimento do Valdir Espinosa sobre o jogo:
Na Libertadores de 83,um dos jogos mais difíceis foi em La Plata ,jogando contra o Estudiantes. Muito mais do que as dificuldades de campo ,o clima de guerra que envolveu aquela partida ,nos fazia temer por nossas vidas ,receando não sairmos sãos e salvos de lá!
O jogo ,só para lembrar,estava 3×0 para nós e o Estudiantes com apenas 7 jogadores,conseguiu empatar. Mas isto é assunto para outro dia ,pois o que quero é relatar os acontecimentos do intervalo do jogo.
Terminado o primeiro tempo, as 2 equipes foram para os vestiários .Este caminho era tão estreito que obrigava-nos a andar em fila indiana. Do campo até o vestiário ,muitos gritos e xingamentos. Entramos ,fechamos a porta e o nosso segurança encostado nela ,disse:

-“Fiquem tranquilos, que aqui ninguém entra”
Enquanto os jogadores tomavam água, lavavam-se e trocavam o material molhado ,a porta parecia que viria abaixo com pancadas de socos e pontapés. E o nosso segurança, encostado na porta já com os braços abertos, continuava afirmando:
-“Tranqüilos! Aqui ninguém entra”!
Jogadores sentados para ouvirem as instruções do intervalo. Começo ,então,a falar e quando vou corrigir o ataque , pergunto:
-“Cadê o Caio”?
Todo mundo se olha ,observa o vestiário e…nada do Caio! Então ,imediatamente olhamos para o segurança e eu grito:
-“Abre esta porta”!!!
Nosso Super-Homem abre e quem entra? O Caio! Chorando ,com o tornozelo inchado e cheio de hematomas pelo corpo. Ele havia ficado para trás, e durante todo aquele tempo em que batia na porta, estava apanhando dos argentinos! Seu tornozelo estava tão inchado ,que tive que substituí-lo no intervalo.
Como voces podem ver ,nosso segurança realmente não deixou ninguém entrar, nem mesmo o Caio!” (Valdir Espinosa)

Reportagem do Jornal Clarin sobre os 20 anos daquela partida nesse link: http://www.clarin.com/diario/2003/07/10/d-00202.htm
destaque-se as declarações do hoje treinador Miguel Angel Russo sobre aquele jogo:
Fue el partido que más grabado me quedó en toda mi carrera. Mirá que salí campeón varias veces, pero aquella noche fue incomparable, imborrable” (Russo)
“El Gremio pasó de ronda y ganaron todo, Libertadores e Intercontinental. Yo estoy convencido que si pasábamos nosotros, Estudiantes era otra vez campeón de la Libertadores” (Russo)

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/PlayerEmbed.aspx?uf=2&midia=26820&channel=40

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/PlayerEmbed.aspx?uf=1&midia=26871&channel=40




 

ESTUDIANTES: Bertero; Camino, German (Teves), Aguero, Gugnali, M.A. Russo, Sabella, J.D. Ponce, Trama, Trobbiani E Gurrieri.
Técnico: Manera

GREMIO: Mazaropi, Paulo Roberto, Leandro, De Leon, Casemiro, China, Osvaldo, Tita, Renato, Caio (César), Tarciso (Tonho).
Técnico:Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Newmar , Róbson, Tonho e Cesar.


Triangular semifinal – 4° jogo

Data: 08 De Julho De 1983
Cidade: La Plata
Estádio: Jorge Luis Hirschi

Juiz: L. Da Rosa (Uruguai), Ramón Barreto e Artemio Sension
Gols: Gurrieri aos 39min, Osvaldo aos 45 do 1ºtempo ; César aos 7, Renato aos 18, Gurrieri aos 31 e Gugnali aos 42 do 2º tempo.
Expulsão: Ponce e Trobbiani aos 33 do 1ºt; Camino aos 24 e Tevez aos 30 do 2ºt

Semifinais – Gremio 2 x 1 América


“Na vitória de 2 a 1 contra o América, de Cáli, no Olímpico, Baidek saiu de campo a cinco minutos do final com um afundamento de malar. Submetido a uma cirurgia, recebeu a informação dos médicos: estava proibido por 15 dias de sequer tocar numa bola de futebol. Mas o valente zagueiro não se entregou” (Arquivo Gremista)

*Quarta-feira, 06 de julho de 1983
Brilha a estrela do goleiro Mazarópi

O mau tempo desabou sobre Porto Alegre naquela primeira semana de julho. O inverno rigoroso teve influência direta na campanha do Grêmio na Copa Libertadores: após a derrota contra o América, em Cáli, o Tricolor voltava a enfrentar a equipe colombiana no jogo do Olímpico. Primeiramente, um encontro marcado para o dia 05 de julho, uma terça-feira à noite. Nesta data, uma forte chuva desabou sobre a capital gaúcha deixando o gramado do Monumental impraticável. Sem muita opção, a partida acabou sendo transferida para o dia seguinte, às 15h.
Além de ser um dia de semana prejudicando público e renda, o Grêmio passou a se preocupar com o pouco tempo de recuperação para a partida da sexta-feira, contra o Estudiantes, em La Plata: pouco mais de 48 horas.
Com a intensão de pedir o adiamento da partida contra os argentinos, a direção gremista, via Federação Gaúcha e Confederação Brasileira de Futebol, encaminhou um telex para a Sul-Americana, mas o pedido não foi aceito e a partida acabou confirmada para sexta-feira, à noite.
Apesar do horário e do mau tempo, mais de 24 mil pagantes estiveram presente no Olímpico, na tarde de quarta-feira.
Na escalação, Espinosa surpreendeu colocando Tarciso na ponta-esquerda, no lugar de Tonho. O objetivo era “entrar em campo com três atacantes e liberar o líbero e o zagueiro que gruda no centroavante”, afirmou o treinador gremista. A decisão de colocar Tarciso como titular foi tomada após uma reunião secreta antes do treinamento de segunda-feira, com as presenças de De León e Tita. A idéia de Espinosa foi aceita pelo grupo.
O Grêmio começou a partida disposto a decidir logo nos primeiros minutos. Renato estava endiabrado e tratou de colocar os colombianos na roda apesar das péssimas condições do gramado.
Ainda com toda a superioridade e total domínio, a bola teimava em não entrar fazendo do goleiro Falcione o melhor homem em campo.
Aos 23 minutos da primeira etapa, Renato cruzou da direita e Caio entrou de cabeça para abrir o marcador. Grêmio 1 a 0 no primeiro tempo.
Sem muito a perder, os visitantes voltaram para a etapa final dispostos a empatar a partida. E conseguiram logo aos 13 minutos: Bataglia entrou à drible pela esquerda e chutou rasteiro, no canto direito de Mazarópi. 1 a 1.
A alegria colombiana durou pouco: dois minutos depois, após uma cobrança de falta e confusão na área do América, Osvaldo pegou a sobra e chutou fraco. A bola bateu na trave e morreu no fundo das redes. Era o gol da vitória gremista: 2 a 1.
Apesar do susto do gol do empate, a partida transcorria normalmente com o Grêmio pressionando em busca de um placar mais dilatado. Porém, aos 23 minutos da etapa final, uma bola cruzada da esquerda pelo ataque do América foi parar no braço de Baidek. O árbitro chileno, Hernán Silva, apontou penalidade máxima para desespero dos gremistas. Não era pra menos, um empate deixava a equipe tricolor praticamente alijada da possibilidade de chegar à final.
O centroavante Ortiz partiu para a bola e chutou forte, alto, no meio do gol. Mazarópi esticou o braço mandando a bola para escanteio. Uma das mais importantes defesas da história do Grêmio. O goleiro gremista, além de justificar sua contratação e todo o esforço da direção gremista para fazer sua inscrição, garantiu o Tricolor com chances na competição.
Sem tempo para treinar, era hora de embarcar para Argentina buscar a classificação pra final em La Plata, contra o Estudiantes. (Gremio.net)

Luva usada por Mazaropi na partida




” O Grêmio teve exatas 12 chances de gols, mas só aproveitou duas. Poderia ter goleado.”
(Placar)

 

GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek (Leandro), De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Tarciso, Renato e Caio.
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Leandro , Róbson, Tonho e Cesar.

AMERICA: Falcioni; Porras, Reyes, Espinosa, Chaparro; Gonzales, Aquino e Alfaro, Bataglia, Ortiz, Teglia.
Técnico: Gabriel Uchoa Uribe

Triangular Semifinal – 3° jogo – 6 de julho de 1983
Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre)
Juiz: Hermann Silva (Chile), Guillermo Budge e Mario Lira (CHI)

Renda: Cr$ 21.002.100,00
Público: 24.043
Cartão Amarelo: Renato
Gols: Caio 23 do 1º, Bataglia 15 e Osvaldo 16 do 2º.

Semifinais – América de Cali 1 x 0 Gremio


O dia 24 de junho marcou a primeira e única derrota do Grêmio dentro da Copa Libertadores de 1983.
Depois de vencer o Estudiantes de La Plata, no Olímpico, na abertura da fase semifinal da competição, a equipe viajou para Cáli, na Colômbia, com o objetivo de trazer mais um resultado positivo no embate contra o América.
Apesar da superioridade dentro de campo, a equipe de Espinosa acabou sentindo o desgaste da viagem na etapa final.
O Tricolor teve duas boas chances de marcar nos primeiros 45 minutos, mas Tonho desperdiçou. O goleiro argentino Falcioni passou a ser o grande nome da partida.
Aos 35 minutos, Renato foi derrubado dentro da área quando se preparava para concluir. O árbitro peruano Carlos Montalban consultou o auxiliar e nada marcou.
A decisão revoltou dirigentes e jogadores do Grêmio que deixaram o gramado no intervalo reclamando bastante. O mais exaltado era o vice de futebol, Alberto Galia.
Empurrados pela torcida, os donos da casa voltaram melhor para o segundo tempo.
O Grêmio, por sua vez, sentiu a pressão e acabou cedendo espaço até o gol do América que abriu o marcador: Gonzáles Aquino pegou uma sobra na entrada da área e chutou forte para vencer Mazarópi.
América 1 a 0.
Tentando reverter o placar, Valdir Espinosa colocou Tarciso e César nos lugares de Tonho e Caio, respectivamente.
Infelizmente, as modificações não surtiram efeito e o Grêmio acabou retornando da Colômbia com seu primeiro resultado negativo.
As duas equipes voltariam a se enfrentar no dia 5 de julho, no Olímpico.
Antes disso, Estudiantes e América jogariam em La Plata, no dia 1º.
O resultado não foi desesperador, mas uma vitória sobre o América, em casa, passou a ser fundamental. (Site do Grêmio)
“A partida foi disputada no dia 24 de junho de 83, em Cáli. O América venceu com um gol de Gonzales Aquino, aos 23min do 2º tempo. Mas antes, o tricolor havia desperdiçado diversas chances – e houve até um erro de arbitragem.
– O Tita marcou um gol legítimo, mal anulado. E o erro não foi por pressão porque, ao contrário de La Plata, em Cáli o estádio era grande, e não havia muita influência da torcida – compara China”. (ClicRBS)


“Melhor no Início, depois o Grêmio trocou o futebol pelos chutes sem direção e nos adversários
” (Placar)


“Poderíamos ter ganho no primeiro tempo, mas não marcamos” ” Eu mesmo perdi um gol frente a frente com o goleiro e Tita também chutou em cima do próprio Falcioni de dentro da pequena área. E não podemos esquecer-nos do pênalti em Renato, calçado na área por Espinosa” (De Leon)

“Poderia ter dito mais: no gol do América, o veterano atacante Ortiz levantou o pé no rosto de Baidek, numa falta vísivel que o juiz não deu. Resultado: o lance acabou nos pés de Gonzalez, que emendou no canto direito de Mazarópi, sem defesa” (Marcelo Rezende-Placar)



AMERICA
: Falcioni; Chaparro, Reyes, Espinosa e Porras;
Caicedo,Gonzales, Alfarro (Sierra 23 do 2º), De Ávila (Lugo aos 20 do 2º) Ortiz e Teglia
Técnico: Ochoa Uribe

GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China (César 41 do 2º), Osvaldo e Tita; Renato, Caio e Tonho (Tarciso 34 do 2º)
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Leandro José, Róbson, Tarciso e Cesar

Triangular semifinal – 2ª rodada –

Data: 24 de junho de 1983, sexta-feira, 22h30min
Local: Estádio Pascual Guerrero em Cáli-Colômbia
Juiz: Carlos Montalbán (Peru), Edson Peres e Enrique Labo

Cartão Amarelo: Baidek, Renato e Falcioni

Gol: González 24 do 2º

Semifinais – Gremio 2 x 1 Estudiantes

Vitória fundamental na abertura das semifinais
Com 11 pontos conquistados na fase classificatória, o Grêmio chegou à etapa de semifinal com o melhor retrospecto dentre os três participantes do Grupo A.
Invicto até então, o Tricolor fez seis jogos com cinco vitórias e um empate.
Como adversários, o campeão argentino do Estudiantes de La Plata e os colombianos do América de Cali.
Os argentinos sofreram duas derrotas na primeira fase e ainda assim conseguiram a classificação no último jogo contra o Ferro Carril.
A campanha do América já foi melhor: terminou o Grupo 3 invicto, com quatro vitórias e dois empates.
O calendário apresentou o Grêmio fazendo sua estréia na semifinal contra o Estudiantes, em Porto Alegre.

Após o afastamento de Remi do time titular, a direção gremista tratou de buscar uma alternativa para o gol. Fábio Koff anunciou a contratação do experiente Mazarópi, campeão carioca de 1982 pelo Vasco da Gama.
Restava ao Clube utilizar sua influência política para conseguir a inscrição do atleta junto à Sul-Americana. Naquela época, a inscrição de um novo jogador só era permitida em caso de lesão de um jogador previamente listado.
Aproveitando-se da reunião da entidade na cidade de Lima, no Peru, quando foram decididos os grupos e os jogos da fase semifinal, o presidente Fábio Koff acabou fazendo prevalecer seu pedido e Mazarópi foi inscrito com a camisa número 24 no lugar de Odair, lesionado.
No dia 16 de junho de 1983, Mazarópi entrava em campo no Estádio Olímpico para fazer sua estréia com a camisa do Grêmio.
Era a abertura do Gauchão 83 contra o Inter de Santa Maria: vitória gremista por 2 a 0.
Cinco dias depois, numa noite fria de terça-feira, o Tricolor voltava ao Olímpico para abrir a fase semifinal da Copa Libertadores contra o Estudiantes.

Pouco mais de 24 mil torcedores estiveram presentes no Monumental para empurrar o time à vitória sobre os campeões argentinos.
Apesar da superioridade gremista durante toda a partida, a vitória foi conquistada de forma dramática, no finalzinho.
Osvaldo abriu o marcador logo aos cinco minutos de partida: ele recebeu de Caio e arriscou da intermediária. A bola encobriu o goleiro Bartero e entrou no ângulo direito.
O início fulminante terminou por aí.
O Estudiantes abandonou seu esquema defensivo e partiu pra cima do Grêmio.
Aos sete minutos, Mazarópi fez grande defesa em cobrança de falta e, quatro minutos depois, Gurrieri marcou o gol de empate. 1 a 1.
Passado o susto, o time de Espinosa voltou a dominar as ações. O poder ofensivo da equipe na primeira etapa transformou o goleiro Bartero no principal nome da partida.
O ritmo diminuiu no segundo tempo, mas ainda assim o Grêmio seguiu dominando.
Aos 12 minutos, Espinosa surpreendeu tirando Renato e colocando Tarciso. A substituição dividiu a torcida. Ainda que não estivesse bem, Renato era a principal opção ofensiva da equipe.
Apesar da polêmica, Tarciso foi figura decisiva na vitória gremista.
Foi dele o segundo gol já no final do jogo.
Caio driblou dois marcadores e cruzou forte. Tarciso entrou feito um foguete e mandou a bola para o fundo das redes. Grêmio 2 a 1!
Festa e alívio da torcida gremista.
Uma vitória na abertura da semifinal era fundamental.
Agora o próximo adversário seria o América, em Cáli. (Site do Grêmio)

2016 gremio 2x1 estudiantes b

Sangue Frio e autocontrole que o Grêmio mostrou no jogo contra o Estudiantes, em Porto Alegre, quando dominou o jogo, impôs se toque de bola e liquidou a forte equipe argentina, com gols de Osvaldo e Tarciso, este completando excelente jogada do centroavante Caio pela esquerda, para alegria dos 25544 torcedores que pagaram para ver o tricolor” (Marcelo Rezende – Placar)


GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato (Tarciso), Caio e Tonho.
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Newmar, Robson, Tarciso e Cesar


ESTUDIANTES: Bertero; Camino, Brown, Aguero, Gungali, Russo, Ponce, Sabela, Trama, Trobiani, Gurrieri.

Técnico: Eduardo Manera

Triangular semifinal – 1ª rodada – 21 de junho de 1983
Local: Estádio Olímpico
Juiz: Juan Silvano (Chile), Gaston Castro e Sergio Vasquez

Renda: Cr$ 17.106.500,00
Público: 24.544
Gols: Osvaldo aos 4 e Gerieri aoos 11 do 1ºtempo; Tarciso aos 40 do 2ºtempo